ALERTA AOS APOSENTADOS

Estamos praticamente a seis meses das eleições. Nunca o eleitor brasileiro sentiu, como agora, o peso da responsabilidade no exercício de seu voto. Voto não é brincadeira, mas a parcela de responsabilidade que cada cidadão tem perante a sociedade, de contribuir para que a Nação seja bem governada. O voto é uma delegação de poderes, uma procuração que se passa a alguém para governar em seu nome. Como tal, é mais importante do que os impostos que pagamos. Se o governo vai mal, se os ladrões tomam conta da administração pública, a culpa, em última inst6ancia, é daqueles que não souberam escolher seus representantes. É do eleitor que, por ignorância, sectarismos políticos ou declarada conivência, vota propositadamente nos corruptos. Voto é uma questão de consciência e não dever ser exercido sem madura reflexão e ponderação. Por mim mesmo ou com a ajuda de pessoas esclarecidas, nunca de políticos e candidatos, devo decidir em quem votar. Competência, honestidade e sensibilidade humana são requisitos que não podem faltar a quem quer que se apresente como candidato.

É por isto que os aposentados do Brasil, que já atingem a expressiva soma de quinze milhões, como mais maduros e experientes, estão se preparando para uma decisiva tomada de posição nas próximas eleições. Se levarmos em consideração que cada aposentado traz consigo para as urnas, pelo menos, mais cinco eleitores ligados à sua rede de influência, chegaremos facilmente à considerável soma de oitenta milhões de votos, quantia esta mais do que suficiente para decidir uma eleição.

É isto que estamos pretendendo quando propomos a união de todos os aposentados, independentemente de cor partidária. O momento é mais do que oportuno para pormos a prova nossa força e dizermos à Nação que estamos vivos e atuantes para ajuda-la a se libertar dos corruptos e de sua corrupção. Não vacilaremos em apontar à Nação e, em particular, aos aposentados, os nomes daqueles que não podem nem merecem receber o voto dos brasileiros. Declaro, desde já, que será para mim muito difícil encontrar, entre os que até agora se apresentaram como candidatos, um nome digno de nosso voto. Esperamos que os partidos políticos usem do bom senso na escolha de seus candidatos. O que estamos prometendo não vai ficar só em promessa. O aguilhão das injustiças, há anos picando nossa carne, manterá atenta nossa memória na hora de votar.

Aos aposentados, mais do que um apelo, estamos fazendo uma convocação, estamos dirigindo uma palavra de ordem. Nós podemos e devemos arrancar o Brasil da garra dos corruptos... Pela atuação de cada parlamentar, de cada político, conheceremos nossos verdadeiros inimigos. Nossa resposta virá pelas urnas.

José Cândido de Castro

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Prof. José Cândido de  Castro
Filósofo e Humanista
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