O PERFIL DA MULHER BRASILEIRA

Dois são os modelos em que se reparte a mulher brasileira.
Consequentemente dois são os perfis a serem considerados.

O primeiro é aquele traçado pelo Criador e pela natureza. Segundo ele, a mulher é um ser forte e vale muito mais do que pérolas. Seu marido se orgulha dela e não cessa de apreciar, contemplar e exaltar suas virtudes interiores bem como sua beleza física. Seus filhos se erguem para colocar em sua cabeça uma coroa de rainha do lar. Seus braços e sua inteligência são verdadeiras máquinas na prática do bem. Esbanja virtudes naturais e adquiridas. Sua casa é farta e ela supervisiona tudo com graça e perfeição. Este modelo é o único aceitável para a mulher. Elas ainda são a maioria, porém, não tidas nem consideradas como tais e como merecem, representantes que são da sétima maravilha da criação.

A este modelo de mulher rendo minhas homenagens e peço-lhe que, por amor de Deus e à nossa espécie humana, não permita que esta imagem seja ofuscada pela fuligem dos maus tempos nem contaminada pelo mau hálito da corrupção dominante.

O segundo modelo é o da mulher emancipada, cria bastarda da mídia, das novelas de televisão e do conceito pagão oriundo da filosofia materialista incrementada no século vinte, século do obscurantismo moral e do apagão da consciência da dignidade do ser humano.

São características deste modelo:

  • O egoísmo: A mulher emancipada é essencialmente egoísta. Nada de comprometer-se com algo que não seja de seu interesse pessoal. É altruisticamente preguiçosa.
  • A vaidade: Gravita em torno da vaidade feminina. Vive diante ao espelho contemplando sua suposta beleza como Narciso perante as águas que lhe tragaram a vida.
  • O culto do corpo: É freguesa das academias de malhação, das clinicas de cirurgias plásticas, dos salões de beleza, das casas de moda.
  • O consumismo: É a maior consumidora da paróquia. Uma considerável fatia do PIB nacional é absorvida pelos gastos com a manutenção da vaidade feminina.
  • O exibicionismo: Tem verdadeira fascinação pelas câmeras de televisão e pelas páginas das revistas pornôs porque nelas encontra espaços ilimitados para expor o resultado da produção do próprio corpo.
  • Os vícios: Comumente, a mulher emancipada é viciada no uso de fumo, das bebidas alcoólicas e, até mesmo no jogo de azar.
  • A futilidade: Sua cabeça é vazia como uma cabaça seca. Está reduzida a mero corpo sem alma, sem cultura, sem o mínimo sinal de ser racional. Seu coração é um pedaço de cascalho onde é impossível a germinação de qualquer sentimento humanitário.
  • É objeto: De especulação e prática de todo o tipo de sexo. Nada mais procura chamar a atenção em sua pessoa senão aquilo que é exposto como principal atrativo, ou seja, o terminal de esgoto. Mulher não é mais mulher e sim, fêmea. A prostituição deixou de ser para ela uma vergonha que se procurava esconder. Passou a ser um ideal, uma meta apontada pelo “moralista” Manoel Carlos, pelos apresentadores de programas do tipo Nelson Rubens, Faustão e tantos outros cujo predicado é a falta de vergonha reforçada pela mais supina ignorância em matéria de princípios e de moral.

Cabe a cada mulher assumir o grupo a que pertence e não andar na crista do muro a busca de um equilíbrio aparente que poderá romper-se a qualquer instante. Hoje, sequer a desculpa de Eva: “a serpente me seduziu” vai ter lugar porque a mulher se constituiu, ela mesma, em serpente sedutora.

Estamos presenciando o mais concorrido vestibular para ingresso na vida eterna com previsão de reprovação em massa porque muitos são os chamados, mas poucos serão os escolhidos. Somente os espíritos retos terão ingressos nos tabernáculos do Mestre da Verdade. A matéria fica por aqui mesmo, recolhida aos porões, habitação dos vermes.

Só resta que a prostituição, por força de alguma lei, adquira foros de profissão e se organize o sindicato da classe com direito a aposentadoria e aos demais benefícios previdenciários.

 

José Cândido de Castro

MARÇO DE 2007

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Prof. José Cândido de  Castro
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